Em alguma parte do mundo lá fora estão as pessoas que nos emocionaram, que nos amaram ou que fugiram de nós. Assim seguimos vivendo. Quando vamos a lugares em que estivemos, podemos encontrar alguém que passou por nós uma vez no corredor, mas se esqueceu antes mesmo de irmos embora. Aparecemos nas fotografias de centenas de pessoas - andando, falando, mesclando-nos indistintamente ao fundo da foto que dois estranhos têm num num porta-retratos em sua sala. Dessa forma, também seguimos vivendo. Mas não é o bastante. Não é o bastante ter sido uma partícula na enorme extensão da existência. Eu quero, nós queremos mais. Queremos que as pessoas nos conheçam, conheçam nossa história, saibam quem somos e quem seremos. E, depois, que formos embora, saibam quem fomos.
- Os Cem Anos de Lenni & Margot, de Marianne Cronnin.