terça-feira, 16 de maio de 2023

     Em alguma parte do mundo lá fora estão as pessoas que nos emocionaram, que nos amaram ou que fugiram de nós. Assim seguimos vivendo. Quando vamos a lugares em que estivemos, podemos encontrar alguém que passou por nós uma vez no corredor, mas se esqueceu antes mesmo de irmos embora. Aparecemos nas fotografias de centenas de pessoas - andando, falando, mesclando-nos indistintamente ao fundo da foto que dois estranhos têm num num porta-retratos em sua sala. Dessa forma, também seguimos vivendo. Mas não é o bastante. Não é o bastante ter sido uma partícula na enorme extensão da existência. Eu quero, nós queremos mais. Queremos que as pessoas nos conheçam, conheçam nossa história, saibam quem somos e quem seremos. E, depois, que formos embora, saibam quem fomos.

- Os Cem Anos de Lenni & Margot, de Marianne Cronnin.


 "Pois as estrelas tanto amei que a noite enfrento sem temor."
- Pág. 242, Os cem anos de Lenni e Margot.

 - Aposto que você se apaixonou por ele. Foi isso, não foi?
- Isso estragaria a história.
- Me contar estragaria a história ou se apaixonar estragaria a história?
Margot riu.

(📚) Pág. 248, Os cem anos de Lenni e Margot, de Marianne Cronin.